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PROFISSIONAL COARACIENSE EM DESTAQUE

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Relato de experiência

Nome: Ana Caroline Moura Cabral CRP: 03/5541 Espaços nos quais participa: CAPS, Clínica Moura Cabral, membro da SBGG, da ABRAPAS e ABRASME, Coordenação do GTI Itabuna e COREPAS do CRP-03 Cidade: Coaraci – Região Santa Cruz

Cecília Minayo, na sua obra Violência e Saúde (20061 ), explica que é possível prevenir atos de violências. Segundo o Ministério da Saúde 2 (2018), o suicídio é uma violência autoprovocada. Minayo elucida que “somos capazes de evitar”. Neste relato, venho falar sobre a prevenção de tentativa de suicídio, a partir da experiência no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e nos atendimento na Clínica de Psicologia. Trata-se de um recorte da escuta realizada na clínica ampliada e tradicional, nos últimos dez anos. Trago primeiramente, o perfil de pacientes CAPS, com diagnósticos de transtornos mentais severos e persistentes, cronificados, com histórico de internação em hospitais psiquiátricos, comunidades terapêuticas e casa de custódia. Num segundo momento, em contato com a realidade local, revelam-se também dados sobre automutilação e ideação suicida no mesmo discurso de várias/os pacientes, de ambos os sexos e diferentes faixas etárias. Isso tanto na Clínica Tradicional como na Clínica ampliada. Falam de uma “dor” – dor emocional, subjetiva e social. Por terceiro, considerando os atendimentos na Clínica de Psicologia, no período de dez anos, percebe-se que a dinâmica atual do dia-a-dia produz o “esgotamento” físico, e outros sintomas somáticos, que são “naturalizados” e acumulados por dias, meses, anos e até décadas. Como Psicóloga Social, me permito observar as questões relacionadas ao suicídio através do conceito de Atitude – que é “um sistema de avaliações positivas e negativas, sentimentos emocionais e tendências pró ou contra um objeto social” (Aroldo Rodrigues, 1933).3 As vulnerabilidades sociais da sociedade brasileira são fatores de adoecimento, a exemplo das condições de moradia e desemprego. Planejar as atividades de prevenção em Saúde Mental, considerando a população nordestina, no interior da Bahia é um contexto desafiador para atuação da Psicologia enquanto profissão. Na Clínica Ampliada, a prevenção foi planejada e aconteceu por meio de encontros de capacitação com equipes de saúde e intersetorial do território, atividades educativas internas e de campo. Já na Clínica Tradicional, a campanha de prevenção ao suicídio, vem realizando durante quatros anos, atividades como panfletagem, vivência em grupos e etc. As duas atividades podem ser consideradas satisfatórias. A consequência disso é a construção de sugestões e propostas, para dar continuidade às estratégias de prevenção em saúde mental e prevenção ao suicídio, a exemplo: de atividades da Cultura da Paz e outras.

FONTE: https://www.crp03.org.br/wp-content/uploads/2019/04/revista-2edicaocrp03.pdf?fbclid=IwAR2j3oBaO76Y4v5HTzQRNep2y97bWtUaVCuY9hF9ViEuGBMU8jhgjxGE2LI

 

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